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Voltar Socioambiental 10.02.2017 - 9:28

Ação educativa em Luziânia orienta turistas sobre cuidados com a APP do lago de Corumbá IV e com o descarte de lixo

Moradores da área rural de Luziânia que foram abordados durante parada ecológica neste sábado, dia 12 de dezembro, reclamaram do lixão que fica na principal estrada de acesso ao reservatório de UHE Corumbá IV. A ação do Programa de Educação Ambiental (PEA) foi realizada pela Corumbá Concessões com o objetivo de informar e orientar turistas e moradores das comunidades rurais que frequentam o lago sobre os cuidados na preservação da Área de Preservação Permanente (APP), segurança durante o lazer e para chamar atenção para a proibição de pesca durante o período da piracema (de novembro até o final de fevereiro de 2016).

Na opinião dos entrevistados que passaram pela barreira da Parada Ecológica, o lixo que as pessoas descartam naquele local há vários anos traz doenças e poluição. “Estão jogando de tudo na beira da estrada e aqui nesse local, formando esse lixão. Os moradores de um condomínio próximo jogam lixo perto da cerca, o gado come e eu já estou com boi doente por causa disso”, reclamou Silas Meireles, morador da região, que sugere a instalação de contêineres para o descarte de lixo orgânico e seco.

Para outro proprietário de casa na área rural, Hugo Rodrigues, deveria haver mais fiscalização na região, principalmente para coibir o descarte de resíduos na estrada, no retorno de turistas do lazer nos fins de semana. “Eu já presenciei muitas pessoas jogando lixo aqui. Esse trabalho de conscientização ambiental que a Corumbá está fazendo é muito importante e a prefeitura deveria agir mais e participar da fiscalização”, sugeriu.

Logística reversa

Além de resíduos orgânico e plástico, no lixão podem ser vistos aparelhos eletrodomésticos, pilhas, lâmpadas, baterias, celulares e outros materiais tóxicos.  A logística reversa possibilita o retorno de resíduos sólidos para os fabricantes ou vendedores de origem e ainda em pontos específicos de coleta para evitar a poluição do meio ambiente, mas a população ainda carece deste conhecimento. Em entrevistas e depoimentos, algumas pessoas disseram não conhecer sobre o assunto, outros disseram que já fazem a devolução de alguns materiais tóxicos nas lojas onde compraram os produtos.

Segundo Marinez de Castro, analista ambiental e coordenadora do Programa de Educação Ambiental, a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) criou um sistema de responsabilidade compartilhada entre órgãos públicos, fabricantes, comerciantes e população. “Mas cada segmento tem a sua responsabilidade de forma diferenciada. O Estado tem o dever de recolher os resíduos e dar a ele a destinação adequada e a população tem o dever de separar seus resíduos e descarta-los corretamente”, explicou.

Existe carência de coleta de lixo na área rural pelas prefeituras, mas isso, na opinião de Marinez de Castro, não é justificativa para as pessoas descartarem os resíduos de forma inadequada. “Para exercerem de maneira coerente a sua cidadania, é fundamental que as pessoas aprendam a classificar e separar seus resíduos, em especial o lixo tóxico, que se for descartado na natureza polui os solos e as águas causando diversos males à saúde humana e dos animais. Ser negligente com o manejo dos resíduos tóxicos configura crime ambiental”, frisou.

Marinez de Castro observou ainda que há vários anos a empresa tem levado as ações de educação e informações relacionadas a resíduos sólidos, preservação dos recursos naturais, entre outras questões, às comunidades nos sete municípios do entorno do reservatório e que pretende intensificar o assunto da logística reversa nas próximas atividades.

Ela observa que algumas pessoas que frequentam o reservatório dão um retorno positivo dessas ações e têm um posicionamento crítico em relação ao lixo abandonado na beira das estradas. “Mas, se ainda vemos isso, é sinal de que uma boa parcela da população que usufrui do reservatório para lazer, por mais que tenha acesso às informações, não respeita a natureza e precisa ainda absorver esse conhecimento para modificar seu comportamento. A educação é um processo que deve ser repetido continuamente para que possamos sentir seu efeito na prática. Temos realizado muitas ações, mesmo assim, podemos melhorar”, finalizou.

 Dezembro/2015

 

Ana Guaranys – Assessora de Comunicação – Corumbá Concessões

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