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Voltar Socioambiental 10.02.2017 - 11:58

Ações ambientais salvam nascentes degradadas

O projeto Água Viva: uso e conservação, que faz parte dos Programas Energia com Responsabilidade Socioambiental e Alternativa Produtiva da Corumbá Concessões, foi iniciado em 2015 com a recuperação de nascentes em Corumbá de Goiás, Silvânia e Abadiânia. Nesta segunda etapa, que começou por Alexânia, as ações acontecem também em Luziânia, Novo Gama e Santo Antônio do Descoberto, por meio de plantio de mudas para a revitalização de 16 nascentes (quatro em cada município); construção de 32 barraginhas para a captação de água de chuva; e instalação de 16 fossas biodigestoras.

Quanto vale uma propriedade sem água? Este questionamento foi levado aos proprietários de Alexânia e representou um motivador para que eles mudassem a atitude em relação aos cuidados com as nascentes. Segundo Joy Pena, coordenador de campo do Água Viva, o projeto visa ensinar aos produtores como preservar ou recuperar as suas nascentes para garantir água no futuro e manter suas terras produtivas e valorizadas. “Vários produtores têm essa intenção, mas não sabem o que e como fazer”, ressalta.

Futuro com água

“Não tinha ideia de que era possível captar água da chuva para abastecer o lençol freático através dessas bacias”, disse a secretária de obras de Alexânia, Lúcia Carmo, que também é produtora rural. Por isso, além das quatro que já temos, vamos construir mais seis barraginhas, desta vez em locais corretos”, comenta.

 

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Lúcia Carmo participa do projeto Água Viva em Alexânia

Outro plantio, em Alexânia, aconteceu na fazenda Engenho Velho, de Valmir Gonçalves da Costa. A nascente estava totalmente degradada, com a área do seu entorno desmatada e com acesso ao gado. Mas a construção em pontos estratégicos de seis barraginhas – que captaram a água das primeiras chuvas deste ano para o lençol freático – permitiram que a água voltasse a brotar dentro da primeira cova onde foi plantada uma muda de buriti.

“Sempre quando chovia aqui, descia uma enxurrada com lama formando um rio na porta da cozinha de casa. A partir de agora, eu e minha família não vamos ver mais esse estrago”, comenta satisfeito o proprietário da fazenda, Valmir Gonçalves. “Eu não sabia direito como cuidar de nascente, e até deixava o gado entrar na área da mina. Agora, a área já está plantada e cercada. Entendi que fazenda sem água não tem valor”, comenta o produtor que já está planejando construir mais 40 barraginhas nos 36 alqueires da propriedade.

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Participantes do curso de barraginha no Projeto Água Viva

/ Entrevista

Consciência ambiental para quem quer

Confira, abaixo, entrevista com o secretário de Desenvolvimento e Agricultura de Alexânia, Divino Capitinga, que acompanha o projeto Água Viva. Ele fala sobre a importância das barraginhas e da preservação ambiental.

O que é e qual é a função de uma barraginha?

A barraginha é uma espécie de bacia de terra, escavada por um tratorista treinado, medindo entre 350 e 800 m², e tem a função de juntar água da chuva, transportá-la para o subsolo para abastecer o lençol freático e enriquecer as nascentes.

Qual é a importância dessa tecnologia para os produtores e para o município?

É muito grande. Geralmente as barraginhas são feitas em áreas que prejudicam a disponibilidade de água da propriedade e por isso é importante construir acima da mina, evitando que ela seque, e mais vantajoso construir onde o gado pode beber água.

O senhor acredita que o projeto vai repercutir na região?

A proprietária Lúcia Carmo tem cerca de 150 vizinhos e eu acredito que todos eles vão abraçar o projeto, para aprender principalmente sobre as fossas biodigestoras, que são uma alternativa de saneamento básico para a área rural, importantes para melhorar a condição de vida, asseio e saúde dos moradores, além de não poluir a água.

 Nem todos têm consciência da importância e urgência da preservação ambiental para a sobrevivência do próprio homem no planeta. Como o senhor avalia esse processo?

Durante muitos anos fui operador de máquina e coordenador de equipe, nos anos 80, época em que se desmatava para plantar soja. Com as tecnologias e informações que temos hoje, consegue-se produzir a mesma quantidade de grãos ou mais com muito menos área desmatada. Hoje só não tem consciência ambiental quem não quer.  Estou no movimento contrário e preservo a natureza. Se puder, planto árvore todo dia.

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Ana Guaranys – Assessora de Comunicação – Corumbá Concessões

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