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Voltar Socioambiental 29.09.2017 - 10:28

Histórias de temas ambientais encantam crianças e adultos

Os contadores de histórias William Reis e Maristela Papa, de Brasília, participam da programação do projeto Agenda 21 Escolar, que a Corumbá Concessões está levando a escolas do ensino fundamental dos sete municípios do entorno do reservatório da UHE Corumbá IV, durante o mês de agosto. O projeto, que faz parte do Programa de Educação Ambiental (PEA), tem como objetivo sensibilizar a comunidade escolar para a preservação ambiental, através de oficinas, reuniões, palestras e atividades artísticas e lúdicas, com foco no Cerrado, descarte correto de lixo, entre outros temas.

William Reis - Presidente da Associação Amigos das Histórias

William Reis – Presidente da Associação Amigos das Histórias

William Reis é presidente da Associação Amigos das Histórias, com larga experiência na atividade em escolas, praças, shoppings etc., para públicos de todas as idades. O grupo já se apresentou em diversos eventos culturais e educacionais no GDF e no Goiás e participou de festivais nacionais e internacionais de contadores de história. Confira abaixo a entrevista com William Reis:

Nas oficinas da Agenda 21 Escolar, você encanta as crianças cantando e tocando violão para contar histórias, como a do sapo. Como é o retorno da mensagem que você passa?

As pessoas, em geral têm medo e nojo do sapo. Aí a gente fala da realidade desse animal, que muita gente, até adultos, matam jogando sal no pobrezinho, que sente dor. Falo da importância do sapo para o ecossistema e para o homem. Eu levo as crianças a se imaginarem almoçando e muitas moscas comendo junto no prato e ressalto que um sapo chega a comer uma média de três xícaras de moscas por dia. E no decorrer da história, a gente destaca a profissão do sapo na natureza, de uma forma lúdica, na linguagem delas, que começam a entender o outro lado, se colocando no lugar do animal. Assim, a gente vai desmistificando todo esse mal estar de uma cultura antiga, explicando, por exemplo que onde tem rio e tem sapo, a água é pura, porque ele não bebe água suja.

Você aborda a questão do Cerrado, do descarte correto do lixo e da importância do lago de Corumbá IV e da sua Área de preservação Permanente (APP). As crianças conseguem entender a relação entre o bioma, o lago e a usina?

Em relação ao Cerrado, nós vimos trabalhando com esse tema há muito tempo. Em cada oficina que ministramos descobrimos uma novidade sobre o bioma e aprendemos junto com a plateia. Com certeza as crianças entendem, pois colocando o assunto de forma lúdica, elas assimilam a mensagem mais fácil do que muitos adultos. Acho que toda escola deveria ensinar sobre isso.

A história do Sapo

A história do Sapo

Qual é o começo da sua história como contador de histórias?

Todo mundo teve em sua vida um contador de histórias (pai, mãe, avó, vizinho, professora etc.). Menos eu, pois meus pais não tinham esse hábito. E quando criança, eu era o único da casa que acordava cedo para assistir ao programa de domingo do Rolando Boldrin, cujos “causos” ficavam na minha cabeça e me despertaram para o gosto pelas histórias, que foi crescendo. Eu participava de grupos de jovens, de teatro, e desde os 9 anos já cantava e tocava violão. Quando adulto, fui morar numa comunidade religiosa, no povoado de Mariápolis (Goiás), onde passei a contar histórias religiosas para as pessoas. Depois voltei para Brasília, continuando no ofício de contação, com inspiração no mundo do faz-de-conta, tradições brasileiras e de outras culturas. Na época, há 22 anos, fundei uma associação de contadores de histórias, que hoje reúne 60 pessoas, e fui convidado a fazer um programa de TV. Há seis anos o programa vai ao, ar quinzenalmente, às sextas-feiras, no Canal 12, da NET, às 18 horas, ao vivo, e é repetido no sábado, às 10 horas, e no domingo, ao meio-dia.

Quantos contos estão catalogados pela Associação? 

Alunos de Santa Rosa aprendendo com as histórias

Alunos de Santa Rosa aprendendo com as histórias

Temos cerca de três mil histórias catalogadas. Fiz parceria com a Secretaria de Cultura de Brasília e, na época, os contadores eram conhecidos como atores. Com a ajuda do Sebrae, conseguimos emplacar um projeto criando a profissão de contador de histórias e, na Câmara Legislativa do DF, em 2011, a profissão ganhou duas semanas (última semana de julho e a primeira de agosto), em homenagem ao aniversário de morte de Câmara Cascudo, escritor, contador de história, muito conhecido no país. A associação participa de eventos locais, nacionais e internacionais e ministra curso de pós-graduação em contação de histórias em Luziânia, Cocalzinho, Maranhão, entre outras, em parceria com a Instituto de Educação e Ensino Superior de Samambaia (IESA) e com o Instituto Maximus, sendo reconhecida pelo MEC.

Você também escreve histórias que conta?

Sim. É um trabalho de pesquisa. O contador tem que observar tudo o que acontece ao seu redor. De minha autoria, tenho em torno de 1000 histórias.

 

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