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Voltar Ambiental 02.07.2019 - 10:58

Execução do PNAE nas comunidades rurais é tema de curso do Projeto Mãos Produtivas em Novo Gama

Produtores rurais de Novo Gama participaram, em 27 de junho, na sede da associação de produtores rurais Riacho Doce, da quarta capacitação do projeto Mãos Produtivas – Comércio institucional de alimentos na agricultura familiar, que está sendo implementado pela Corumbá Concessões, dentro do Programa Alternativa Produtiva, com a consultoria da Coopindaiá, de Luziânia. Durante o curso, os participantes receberam treinamento sobre a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) nas comunidades rurais e fizeram simulações de organização, preenchimento e entrega de documentação necessária para acessar editais públicos.

Segundo o presidente da Coopindaiá, Luciano Andrade, três associações participam do Mãos Produtivas e, conforme foi decidido, duas delas irão se dividir na representação dos produtores para concorrerem aos editais do PNAE estadual e municipal, de forma a elevar a cota de participação nas vendas dos produtores. “Cada produtor poderá vender um total de R$ 20 mil por ano em nível estadual e o mesmo produtor terá o teto de outros R$ 20 mil /ano pelo PNAE municipal. Ou seja, cada um terá uma cota anual de R$ 40 mil de vendas”, explicou.

Desmistificando o Pnae

A Associação Riacho Doce, com o apoio da Jacumã e Jarimã, que tem poucos associados, irá representar os produtores do Mãos Produtivas no PNAE Estadual; enquanto a Associação Chácaras Paulistas, ficará com o programa municipal. Segundo a presidente da entidade Riacho Doce, Claudia Gouveia, “esse acordo fortaleceu a ideia de formarmos uma cooperativa no futuro, quando estivermos mais maduros. “O curso de hoje foi ótimo porque desmistificou o PNAE que, para nós era um monstro, um bicho de sete cabeças. Com o treinamento, compreendemos que se seguirmos direitinho todas as exigências do edital, a gente estará dentro do programa. Para nós, isso foi uma libertação”, avaliou Cláudia.

Para o produtor José Ionildo Simplício, que acaba de assumir a direção da associação Chácaras Paulistas, “o curso foi excelente, pois veio auxiliar os produtores a conhecer melhor o processo de chamada dos editais. A nossa associação vai ficar com as vendas do PNAE em Novo Gama”. Para aumentar a “musculatura” dos produtores no projeto Mãos Produtivas, a entidade vai firmar parceria com outras cooperativas para a venda de produtos processados, como polpa de frutas. “Isso é um avanço e, agora, as três associações irão, unidas, atender o máximo de demandas em termos de vendas”, disse.

Força da mulher

As mulheres são maioria entre os participantes do projeto e elas têm consciência da força que representam na agricultura familiar de Novo Gama. Como é o caso de Carmen Lúcia Carvalho, que sabe aonde quer chegar com o seu empreendimento. Formada em Magistério, ela veio do Maranhão aos 18 anos e morou em Valparaíso. Casou-se, teve sete filhos, lecionou durante um ano, tentou se firmar em várias profissões e, hoje, aos 51 anos, está realizando o seu sonho de trabalhar na agricultura, uma paixão e vocação herdadas do pai, que era um agricultor bem-sucedido. Ela conta que comprou uma chácara de três hectares, em Novo Gama, onde a família passava os fins de semana. O marido é mecânico e ela é quem toma a frente na lida diária de cultivo de hortaliças e tubérculos. Carmen diz, com orgulho, que pega na enxada, prepara a terra, planta, colhe, produz as próprias mudas e faz de tudo na terra.

Mas a produtora lembra que já enfrentou dias difíceis: “Eu tinha DAP física (Declaração de Aptidão ao Pronaf) e outros documentos necessários para o edital do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Plantei cebolinha, coentro e alface para vender, mas não fui contemplada e perdi tudo, como aluguel de trator, gastos com adubo, pessoas que contratei para trabalhar comigo, entre outros prejuízos, sem falar nas horas e horas debaixo do sol”. O curso, na avaliação de Carmen Lúcia, trouxe muito aprendizado. “O Mãos Produtivas foi “um socorro, foram mãos que se estenderam para nós na hora certa. O projeto veio para abrir nossos olhos e percepção na hora da concorrência de editais, que não é um processo tão fácil”, finalizou.

Ana Guaranys

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01/07/2019

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